domingo, 15 de novembro de 2009

CACHÁRI - CF de Luanda (2)

Dou hoje início à apresentação de um novo conjunto de mensagens sobre carimbos nominativos possivelmente ferroviários do CF de Luanda. Do ponto de vista tipológico, as marcas que irei referenciar não são coincidentes com as que apresentei na minha colecção de um quadro - ver AQUI. Em particular e no que respeita à diferença mais saliente, chamo a atenção para o tipo de letra...
Embora não descarte a possibilidade de podermos estar na presença de carimbos usados administrativamente, considero que os indícios para uma eventual utilização ferroviária são fortes. A saber:
  1. as taxas sobre as quais tenho observado a utilização destes carimbos - 50 C. e 1 AG - correspondem ao porte das correspondências permutadas na colónia*, o que está de acordo com o disposto na Portaria nº 484 de 08/05/1913, publicada no Boletim Oficial nº 19 de 10/05/1913, ao limitar o uso do sistema de transporte de cartas de estação em estação à correspondência interna;

  2. até ao momento, foram identificados carimbos nominativos de três estações dos CF de Luanda.

Começo pela apresentação da marca de Cachári, batida a preto e com cercadura, com as letras a fazer lembrar caracteres manuscritos (aquilo a que os franceses chamam caracteres bouclés):



*De acordo com diferentes tabelas de portes que vigoraram da década de 30 em diante.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Florilégio (3) - o carteiro amputado


Miguel Strogoff (1) ou o carteiro das terras austrais



"Com grande expectativa esperámos pela chegada do correio, e digo esperámos porque toda a obtusa gauchada destas aldeolas se congregou, ontem, em frente das diáfanas e serenas águas do golfo de Penas para contemplar, entre aclamações, exclamações soezes e uma ou outra voz de ânimo, os esforços realizados por Miguel Strogoff, o mártir das comunicações postais — ou the postman, como também costuma vociferar o cretino do Emerson Polilla, a fazer coro com os mugidos vacuns do Gordo Concertado —, para alcançar a margem e superar felizmente a incompreensível ira dos elefantes-marinhos, das focas e até de uma morsa de inegável aspecto ditatorial, empenhados em arrebatar-lhe, não a pequena bolsa do correio — é sabido que estes disformes mamíferos marinhos são descaradamente insensíveis aos sucessos postais, e talvez seja essa a razão da sua impassibilidade perante a paixão filatélica —, mas algum pedaço da sua abnegada humanidade." (Sepúlveda, L. & M.D. Aparaín 2005:59)

(1) Não confundir com o carteiro do Czar, personagem de Júlio Verne!

domingo, 11 de outubro de 2009

Paquete COLONIAL

Marca do Paquete COLONIAL, pertencente à frota da Companhia Colonial de Navegação:




Referência bibliográfica


Greenwood, R. et alii (1983) Portuguese Shipping Companies, Paquebot & Ship Cancelations, Cockrill Series Booklet nº 40, M.S. Todd, House of Antiquity.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

REGISTADA/CORREIO DE MOSSAMEDES

Continuando a exibição de marcofilia originária de Moçâmedes, apresento seguidamente o carimbo elíptico REGISTADA/CORREIO DE MOSSAMEDES:




Marca cedida por um amigo filatelista;
usada num BP circulado para França


A par desta, surge uma outra marca, bem batida. Pertence ao 11º grupo (20 de Abril 1917) catalogado por Guedes de Magalhães. Em cima apresenta a legenda CORREIOS DE ANGOLA. A denominação da localidade aparece em baixo. Segundo Guedes de Magalhães (1986: 46), esta marca teve diminuta divulgação, aparecendo sobretudo associada aos serviços de registo, vales e encomendas, saí a ocorrência das letras R, V e E subpostas ao grupo datador .

sábado, 26 de setembro de 2009

CFM 1 - CF de Moçâmedes (1)

Carimbo administrativo a violeta (cor não catalogada) - C.F.M./SERVIÇO DO ESTADO:



Tipo - CFM 1
Dimensões - 41 mmx 11,5 mm
Cor - Violeta

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

MOSSAMEDES - CF de Moçâmedes

Retomo a apresentação da marcofilia do CF de Angola, apresentando uma marca do CF de Moçâmedes não catalogada em CORREIA (1998):



Tipo - MSS2
Medida - 39,5 mm x 9 mm
Cor - Preta

Péssima ideia viajar como encomenda...

Talvez não tivesse sido necessário escutar um conto deliciosamente perverso de Lou Reed narrado por John Cale com voz de locutor de rádio p...