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quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

BD - Tintin é gay? Perguntem a Milu (1)

O texto do Times, "Of course Tintin’s gay. Ask Snowy", está a causar alguma polémica em França.
De acordo com alguns argumentos, muitas das personagens de BD que conhecemos são homossexuais, porque não se lhes conhece pai nem mãe (a ruptura com a família é supostamente uma fantasia gay), nem uma relação amorosa com o sexo oposto, entre outros supostos sinais... Ah, e a conservação da personagem como eterno adolescente, durante décadas, é também outro dos sinais identificados pelo autor do artigo... Supostamente, os homossexuais não envelhecem...
O autor do artigo do Times não vai ao ponto de dizer que quem lê o Tintim também é gay... Mas diz que os tintinófilos vivem em denegação... Segundo ele, quem está demasiado próximo é quem tem mais dificuldade em captar os sinais... Ufffff... Agora que a minha orientação sexual já não está abalada, posso ir dormir!
A reação do psiquiatra Serge Tisseron ao artigo bem humorado publicado no The Times é, no entanto, taxativa. A dimensão sexual está totalmente ausente de As Aventuras de Tintim. Na verdade, todas as personagens de Tintim são crianças.

(1) Taduttore, traditore. Propositadamente, alterei o título do artigo... OK, o rapaz vive com um homem de meia idade... Ainda assim, o título indicia a resposta. Milu não é de ver e contar! Além disso, a orientação sexual é do domínio privado e ninguém tem nada a ver com isso.

Florilégio

Revista de Imprensa, blogs e fóruns (ou fora para os puristas...)

Um texto sobre Filatelia de uma figura pública como Pacheco Pereira, publicado num jornal diário nacional, é necessariamente notícia!

A Decadência do Mundo dos Selos

Já agora, um tópico do Fórum Selos Postais: reacções de filatelistas ao artigo de PP publicado no Público de 10 de Janeiro.

Livros

Decadência do Mundo dos Selos, também, porque já não é possível experimentar toda a paleta de emoções face ao selo que encontramos no discurso do amnésico narrador de A Misteriosa Chama da Rainha Loana, de Eco.



"Aquele álbum devia ter sido para mim, mais do que um objecto venal, um receptáculo de imagens oníricas. Um ardente fervor acometia-me a cada figura. Bem mais forte do que com os velhos atlas. Debruçado sobre aquele álbum, imaginava os mares azulados emoldurados a púrpura da Deutsch-Ostafrika, por entre um emaranhado de linhas de tapete árabe via no fundo verde-noite as casas de Bagdade, em campo azul-escuro emoldurado a cor-de-rosa admirava o perfil de Jorge V senhor das Bermudas, em tons de castanho torrado subjugava-me o rosto do barbudo paxá ou sultão ou rajá do Bijawar State, talvez um dos príncipes indianos de Salgari, mas de ecos salgarianos enriquecia-se certamente o quadradinho verde-ervilha da Labuan Colony, porventura lia sobre a guerra iniciada por Gdansk ao mesmo tempo que manuseava o selo cor-de-vinho estampilhado Danzig, lia five rupies no de Estado de Lindore, fantasiava sobre estranhas pirogas indígenas recortadas sobre um fundo violeta de um selo das British Solomon Islands."

Este imaginário perdeu-se. Ou tornou-se ocioso, jazendo nalgum canto de uma arrecadação ou sótão.

Exteriores

Ocioso, imprestável, inútil... o marco de correio da Travessa do Miradouro em Alfragide, Quinta Grande:



Fez uma semana. E a contagem continua...

Péssima ideia viajar como encomenda...

Talvez não tivesse sido necessário escutar um conto deliciosamente perverso de Lou Reed narrado por John Cale com voz de locutor de rádio p...